CAOS NA SAÚDE
- lyasantosoficial

- 2 de jul.
- 3 min de leitura
Crónica: Pegadas da Vida : "CAOS NA SAÚDE"
Hoje desloquei-me ao hospital em plena Lisboa para fazer exames. O dia foi de um calor a 35⁰graus que nos sufocava. O ar era quente e não havia vento.
Ao entrar no hospital deparei-me com uma realidade impactante... A entrada das consultas externas e exames era um autêntico caos, um aglomerado de gente que nos sufoca de tanta intensidade.
Subi ao primeiro andar, o cenário pouco mudava, no segundo repetia-se, o terceiro igualmente e no quarto um pouco menos naquela hora, mas a assiduidade era densa.
Então pensei naquele dia tão abafado, com tanta gente em cada piso que mal se podiam mover... Se houvesse uma emergência, um surto de uma doença qualquer, uma epidemia, aquelas pessoas todas incluídos eu, como podiam sair dali rapidamente? As saídas e um elevador de serviço não eram suficientes para tanta gente.
Havia pessoas de cadeira de rodas, de canadianas, velhinhos que mal podiam caminhar, gentes apressadas a furar por entre a multidão, enfermeiros e pessoal auxiliar a mover se em diversas direções sem cessar!
Eram filas e mais filas de gente a tirar senhas das máquinas para confirmação das consultas, exames ou tratamentos por parte da enfermagem e salas repletas de pessoas a aguardar a chamada.
No meio do caos que apesar de tudo lá ia funcionando, eu, até tive sorte, porque consegui estar no único andar onde o aglomerado de pessoas era menos e ao chegar em minutos consegui retirar a senha, logo depois fui chamada a entrar.
O atendimento por parte dos Doutores, Enfermeiros, técnicos especializados, que fizeram o exame na presença dos médicos e as Auxiliares de saúde, no que me tocou a mim foi exímio. Ninguém diria depois de assistir a todo caos existente.
Uns reclamavam.... Outros perguntavam... Alguns simplesmente aguardavam pacientemente pela chamada.
Mais uma vez pude vislumbrar o estado em que se encontra a saúde em Portugal.
Sei que num dia destes de temperaturas elevadas, no geral naquele hospital até correu sem incidentes... Mas poderá existir um dia que assim não seja. Um aglomerado de gente tão elevado é certamente impossível de socorrer no todo, num desastre como já houve tantos. Para não falar, no que se sujeita um doente do SNS para conseguir ajuda para as suas patologias, apoio nos seus tratamentos, e prevenção ou definição de certezas nos seus exames.
Agora falemos apenas de uma questão que me atormenta e certamente a todos vós!
O SNS e o Estado falam tanto de PREVENÇÃO. Prevenção para isto... E para aquilo!
Eu questiono-me como é possível a prevenção no meio de um caos tão imenso... Num aglomerado imensurável de gente!
Se existir novas pandemias, é impossível reter a doença quando se juntam centenas de pessoas em pequenos espaços tão diminutos.
É impossível prevenir uma catástrofe, um incêndio, etc.. quando as saídas são poucas, pequenas e difícil dissolução.
Afinal fala-se tanto de melhorias, de prevenções.... Solicita-se aos utentes marcações com antecedência, em consultas e exames que levam anos para serem feitos, com períodos de espera que leva muitos até à morte ou diagnosticados tardiamente, e afinal o que foi mudado?
Eu esperei um ano por um exame de uma hora!
Quantos de nós têm de morrer primeiro por falta de assistência, assistência indigna ou assistência ...?
Trabalhos e descontamos uma vida para um sistema que passa a vida a falhar, um estado que faz promessas sucessivas que não cumpre... E enquanto isso, o povo sofre, o povo deixa de viver, o povo vai morrendo aos poucos.
Talvez seja mesmo isso que se pretende, a morte!
Depois disso o estado terá menos um... E mais outro... E outro... Para custear despesas no SNS.
Desta forma arrecada mais esses milhões não gastos, para deixar passar pelos bolsos daqueles que podem tudo!
Até lá.... Sabe-se lá onde.... Vamos acreditar na melhoria que no meu entender nunca chegará e nada mudará, porque os portugueses reclamam muito, mas não são suficientemente capazes de se unir e exigir mudanças no que está muito mal.
E, como UM SÓ, pouco pode, resta-me na minha forma de discordar, denunciar estas situações e alertar para os perigos deste tipo de administrações e poderes mal estruturados, que se mantém na corda bamba entre o estar de pé e a queda mais eminente.
Que Deus nos ajude!
Autor: Lya Santos







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