O VIZINHO DO MARTELO ELÉCTRICO
- lyasantosoficial

- 2 de jul.
- 3 min de leitura
Crónica: Pegadas da Vida: O VIZINHO DO MARTELO ELÉCTRICO
Acordei sobressaltada!
Estava a descansar serenamente, quando de repente... se escuta um estrondo ENSURDECEDOR do outro lado da parede do meu quarto, quase parecido a um terramoto, mas muito mais perturbador.
Depois parecia a tempestade com trovoadas e trovões à mistura.... Um sobressalto lembrando o pior.
É assim agora. Não se respeita nada nem ninguém..., cada um faz o que lhe dá na real Gana, sem aviso prévio, nem consentimento alheio.Não é que alguém tenha de pedir permissão para agir ou fazer da sua vida o que quer...No entanto, existem valores que no meu ponto de vista se estão a desvanecer no tempo, sem deixar margem para desculpas ou simples ações.
No tempo em que recebi educação dos meus avós e pais, o RESPEITO era uma chave regra de convivência, sem qualquer margem para esquecimentos ou devaneios.Hoje, em dia, a individualidade ganhou destaque... E está tudo bem!No entanto, não podemos esquecer na nossa individualidade ou propósitos pessoais, que algures no nosso caminho, nos deparamos com os outros... Ou, no mínimo pisamos o risco do espaço alheio... E isso exige RESPEITO E ALGUMA PERMISSÃO OU COMUNICAÇÃO PRÉVIA.
Nos tempos que correm estes valores que considero básicos alheados a alguma EMPATIA e boa vizinhança deveriam ainda conservar algumas regras básicas de saber viver em sociedade.
O pior é que os confrontando de forma civilizada, o máximo que tens é um olhar de indiferença... um sorriso disfarçado de talvez tenhas razão... ou um, “ mete-te na tua vida”... porque eu faço o que entender… porque o espaço que estou a partir é meu.
E seguem nas suas lides... Como se falasses para o alheio... Ou para uma intenção insana... Que no seu entender mesquinho, individualista, abusador, .... Sabem que agem mal, mas não se dão por vencidos e muito menos.... Quebram as barreiras do egoísmo.... Dos seus padrões de conduta imoral e repleta de posses fora das regras naturais da vida.... Da regra de convívio salutar entre seres humanos.
A mim resta-me a atitude de chamar autoridades... Ou simplesmente ignorar.De qualquer das formas, até que suas excelências de condutas inapropriadas terminem os seus afazeres ou as suas intenções.... Suportar estes barulhos... Tremuras de paredes e chão... Até que os nervos tomem conta de mim e me obriguem a agir de forma radical e comparativa com as suas ações.Convenhamos... Não o farei, prefiro sair de casa umas horas.... Espairecer.... Aliviar os ouvidos... Até porque se algo aprendi nesta vida.... É que as cobras morrem com o próprio veneno. E todas as ações e comportamentos tóxicos geram resultados por consequência.
Desta lição levamos apenas o que possuímos em nós...E isso, eu guardo desde criança as crenças que me MOSTRAM E me fazem AGIR de acordo com os meus valores.
E desses valores fazem parte, o respeito, a educação, a empatia, a tolerância, o diálogo, as ações cordiais, entre muitas mais. E disso jamais abdicarei.A riqueza de um ser humano não permanece no que possui, mas sim na sua essência e forma de ser, no que defende, nas ações, no agir.O CARÁCTER não se mede pela riqueza, mede-se pela essência e atitudes.
Ainda assim, rezo para que pelo menos me deixem as paredes intactas. Caso contrário sou forçada contra os meus princípios e todas as regras em que acredito a agir segundo a Lei.
Por enquanto observo com indignação... Olho para os vizinhos que também falam e criticam na distância de indignação muda.... Sorrio com nervos de aço... E por fim... E porque não nos restam alternativas a tanta desfaçatez... RIO...e.…Rio... Com vontade de chorar pelo que os humanos se estão a tornar e pela coragem disfarçada de lobos que moram ali... mesmo do nosso lado.E também porque talvez a única forma de colmatar o MAL é sorrir...SORRIR MUITO... E acreditar que talvez o mundo volte a acordar com gentes mais CONSCIENTES da realidade, do viver e no geral do que é a realidade da VIDA e do próximo.
PORQUE EU APRENDI…
QUE A ESPERANÇA É A última A PERDER, ATÉ QUE CHEGUEM DIAS MELHORES!
Autor: Lya Santos







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